sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

ELÉCTRICOS EM LISBOA vs ELÉCTRICOS NO PORTO

«Eléctricos vão regressar a Mouzinho da Silveira
Históricos subirão a rua em Junho de 2012.
Túnel em parque para descongestionar trânsito
00h30m
CARLA SOFIA LUZ

foto Artur Machado/JN
Eléctricos voltarão a subir a Rua de Mouzinho da Silveira em 2012

Os eléctricos voltarão a subir a Rua de Mouzinho da Silveira, no Porto, dentro de três anos. A linha mudará o perfil de uma das artérias congestionadas da cidade. Hoje, os autocarros que circulam naquela rua têm quatro mil passageiros por dia.
A Câmara do Porto está a avaliar estudo de mobilidade, elaborado pela TREMNO a pedido da sociedade Porto Vivo. A análise aponta para diferentes soluções de implantação da linha. Caberá ao Município escolher aquela que melhor case o transporte público com o privado, sem a perda de estacionamento. A decisão será tomada em breve e permitirá elaborar o projecto final.
A linha, orçada em 2,19 milhões de euros a construir pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), aproximará a Praça do Infante da estação de S. Bento. A partir de Junho de 2012, dará continuidade à linha 1 (Passeio Alegre-Infante), ligando à Rua de 31 de Janeiro e à circular (linha 22) do eléctrico histórico que parte da Batalha rumo ao Carmo.
O traçado definitivo aguarda o aval camarário, explica fonte da STCP, estimando que a procura da linha 1 "venha a ser significativamente reforçada" com a extensão do percurso aos Lóios e a S. Bento. Hoje, a procura dos autocarros da STCP que circulam em Mouzinho da Silveira ascende a quatro mil utentes por dia.
"Está tudo acordado com a STCP. O anteprojecto, acompanhado do estudo de mobilidade, está a ser analisado pela Câmara. Será uma mais valia importante em termos turísticos e vai ligar a Ribeira à cota alta da cidade", esclarece Arlindo Cunha, presidente da Porto Vivo. No entanto, reconhece que a passagem dos eléctricos comporta uma adversidade, pois terá implicações no planeamento da mobilidade numa zona consolidada, onde não é possível abrir novos arruamentos, pelo menos à superfície.
A solução poderá passar pela criação de ligações viárias subterrâneas, à semelhança do que sucede em Bruxelas. "Mouzinho da Silveira é uma rua de ligação essencial entre a Ribeira e a Batalha. É uma das piores vias em afluência de trânsito nas horas de ponta", continua. Serve de atravessamento para o tráfego de Gondomar e de Gaia que se dirige à Baixa. Ao final da tarde, o circuito inverte-se, mas mantêm-se as longas filas. A "cidade subterrânea" pode colmatar a dificuldade.
Aproveitando-se a construção do parque de estacionamento no subsolo do Largo de S. Domingos, surge, segundo Arlindo Cunha, a possibilidade de um dos pisos funcionar como túnel para a circulação de viaturas até ao Largo dos Lóios (com ligação ao futuro parque do quarteirão das Cardosas já em execução). Tudo dependerá de estudos geológicos.
Até Junho de 2012, rasgar-se-á o aparcamento subterrâneo no Largo de S. Domingos com capacidade para 400 viaturas. Posteriormente, esse parque em túnel deverá crescer até ao "topo Sul da Rua das Taipas", passando a albergar cerca de 2300 veículos. A primeira fase desta obra, a desenvolver em parceria público-privada, conta com uma comparticipação de 3,5 milhões de euros dos fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O orçamento total ultrapassa os 15,9 milhões.
Arlindo Cunha realça que, obtido o aval da Câmara e concluído o projecto, será aberto o concurso público para seleccionar um promotor que construa e explore o parque. Todo o programa de acção de Mouzinho/Flores, cuja implementação custará 31,6 milhões, possui financiamento europeu de 6,97 milhões. »
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É caso para dizer que Lisboa arrisca-se a perder o eléctrico...

LISBOA: CORTE DE ÁRVORES ABRE POLÉMICA

«População desconfia da tese de "doença" que a Câmara utiliza para justificar a medida
00h30m
CRISTIANO PEREIRA

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Nos últimos dias foram já abatidas 43 árvores no Príncipe Real, em Lisboa. O vereador Sá Fernandes assegura que são árvores doentes e que serão substituídas. Mas os moradores estão revoltados e não acreditam na tese da doença.
"Perplexo e indignado", eis como admite estar Nuno Caiado, morador no Príncipe Real, depois de ter visto, ao longo desta semana, a força das moto-serras abater 43 árvores no Jardim França Borges.
Ao JN, o vereador Sá Fernandes, que coordena a intervenção de recuperação do jardim, justificou a atitude com o facto das árvores em questão exibirem "indícios de podridão facilmente detectáveis" e que esta medida "tem a ver essencialmente com a segurança das pessoas". "Com uma rabanada de vento, estas árvores podiam cair", sublinhou.
Todavia, os moradores não aceitam a tese da doença das árvores. "A maior parte delas não mostra sinais de doença e aparentemente estão em bom estado", contrapõe Nuno Caiado, baseando-se na observação dos troncos e raízes que agora jazem no chão. A opinião é corroborada por outro cidadão, Paulo Ferrero. "Não acredito que estejam doentes e se estiverem pode haver cura nem que seja para algumas", afirmou ao JN, recusando, de todo, qualquer "perigo de caírem sobre as pessoas".
Sá Fernandes sublinha, contudo, que "há coisas que são visíveis olho nu" e que a decisão do abate partiu, nuns casos, de "técnicos da Câmara que tratam de arvoredo há mais de 20 anos" e, noutros casos, de informação pedida a técnicos de Patologia.
Nuno Caiado estranha que o corte de árvores aconteça no bordo do jardim (na parte exterior, mais próxima das ruas), o que, na sua óptica, configura um "padrão incompatível com a alegação de que se trata de árvores doentes".
Sá Fernandes tenta acalmar os ânimos, prometendo que "vão ser plantadas mais árvores do que aquelas que foram arrancadas" e "no mesmo local". "É evidente que vão ter que plantar mas vão ser Lódãos", reage Paulo Ferrero, lembrando que "é uma árvore pequena e daqui a 30 anos terá a mesma cota".
Os moradores não encontram explicação. Paulo Ferrero desconfia de "um negócio por detrás" e questiona: "Para onde é que vai a madeira abatida?"
"De onde é que vêm as outras árvores? Qual é a empresa que tira os cotos?". "É mera tolice e incompetência", pergunta, por seu turno, Nuno Caiado. »
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E eu pergunto porque não é apresentado á população um relatório técnico, de alguma entidade credível e perita na matéria, atestando a veracidade da doença destas árvores?
É que e caso contrário, temos todo o direito de perguntar se, por detrás deste atentado ecológico, não está mais um "negócio" daqueles que ninguém entende...

LISBOA: CORTE DE ÁRVORES ABRE POLÉMICA

«População desconfia da tese de "doença" que a Câmara utiliza para justificar a medida
00h30m
CRISTIANO PEREIRA
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Nos últimos dias foram já abatidas 43 árvores no Príncipe Real, em Lisboa. O vereador Sá Fernandes assegura que são árvores doentes e que serão substituídas. Mas os moradores estão revoltados e não acreditam na tese da doença.
"Perplexo e indignado", eis como admite estar Nuno Caiado, morador no Príncipe Real, depois de ter visto, ao longo desta semana, a força das moto-serras abater 43 árvores no Jardim França Borges.
Ao JN, o vereador Sá Fernandes, que coordena a intervenção de recuperação do jardim, justificou a atitude com o facto das árvores em questão exibirem "indícios de podridão facilmente detectáveis" e que esta medida "tem a ver essencialmente com a segurança das pessoas". "Com uma rabanada de vento, estas árvores podiam cair", sublinhou.
Todavia, os moradores não aceitam a tese da doença das árvores. "A maior parte delas não mostra sinais de doença e aparentemente estão em bom estado", contrapõe Nuno Caiado, baseando-se na observação dos troncos e raízes que agora jazem no chão. A opinião é corroborada por outro cidadão, Paulo Ferrero. "Não acredito que estejam doentes e se estiverem pode haver cura nem que seja para algumas", afirmou ao JN, recusando, de todo, qualquer "perigo de caírem sobre as pessoas".
Sá Fernandes sublinha, contudo, que "há coisas que são visíveis olho nu" e que a decisão do abate partiu, nuns casos, de "técnicos da Câmara que tratam de arvoredo há mais de 20 anos" e, noutros casos, de informação pedida a técnicos de Patologia.
Nuno Caiado estranha que o corte de árvores aconteça no bordo do jardim (na parte exterior, mais próxima das ruas), o que, na sua óptica, configura um "padrão incompatível com a alegação de que se trata de árvores doentes".
Sá Fernandes tenta acalmar os ânimos, prometendo que "vão ser plantadas mais árvores do que aquelas que foram arrancadas" e "no mesmo local". "É evidente que vão ter que plantar mas vão ser Lódãos", reage Paulo Ferrero, lembrando que "é uma árvore pequena e daqui a 30 anos terá a mesma cota".
Os moradores não encontram explicação. Paulo Ferrero desconfia de "um negócio por detrás" e questiona: "Para onde é que vai a madeira abatida?"
"De onde é que vêm as outras árvores? Qual é a empresa que tira os cotos?". "É mera tolice e incompetência", pergunta, por seu turno, Nuno Caiado. »

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

PORTO

Á semelhança do que acontece em Londres, o Porto também é Belo...
Aplaudem-se este tipo de iniciativas.

LISBOA


terça-feira, 24 de Novembro de 2009

MUSEUS VIRTUAIS...

Um óptimo link
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Pages/visitasvirtuais.aspx

CÂMARA VOLTA A ALTERAR ESQUEMA DE CIRCULAÇÃO NA BAIXA-CHIADO

O vereador da Mobilidade reconhece que o modelo actual entupiu a Rua do Arsenal com autocarros e avança com medidas

Número dois dos CPL foi o rosto da oposição

Inês Boaventura, Público, 24-11-2009

A Câmara de Lisboa vai introduzir novas alterações no modelo de circulação rodoviária da Baixa-Chiado, para melhorar a ligação entre as colinas da cidade e reduzir os impactes negativos da passagem de centenas de autocarros por hora nas ruas do Arsenal e da Alfândega.
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Segundo o vereador da Mobilidade, Obras e Tráfego da autarquia, que tomou posse há menos de um mês, não é ainda possível apontar uma data para a concretização dessas modificações. Isto porque, explica Fernando Nunes da Silva, as obras necessárias serão pagas e executadas pela sociedade Frente Tejo, pelo que "o ritmo" a que vão ser feitas está dependente do andamento dos trabalhos em curso no Terreiro do Paço.
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No início do ano, o vereador desenvolveu um estudo para o Automóvel Clube de Portugal no qual concluiu que o modelo de circulação automóvel da Baixa-Chiado que a Câmara de Lisboa se preparava para introduzir teria consequências "muito gravosas" (ver caixa). Hoje, Nunes da silva, do movimento Cidadãos por Lisboa e eleito como independente na lista PS, sublinha que "houve alterações muito significativas" entre o projecto inicial e aquele que foi avante, "que não é sequer o que vai ficar a funcionar".
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Em declarações ao PÚBLICO, o especialista em transportes admitiu que, com o esquema de circulação actual, "houve aumentos de tráfego na Rua do Alecrim, na Rua de São Bento, nas transversais da cidade de Lisboa", acrescentando que a situação só não foi pior porque quando ele entrou em vigor "não era o período escolar e, devido à crise económica, as pessoas tinham menos dinheiro para andar de automóvel". Por isso e por se ter criado, diz, a ideia de que circular na zona da Baixa-Chiado ia ser "um pandemónio", alguns automobilistas optaram por caminhos alternativos.
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Nunes da Silva reconhece que "há problemas que continuam em cima da mesa", nomeadamente dificuldades na ligação entre as colinas e uma concentração excessiva de autocarros nas ruas do Arsenal e da Alfândega, de que muito se têm queixado comerciantes e moradores dessas artérias. O vereador adianta que a solução para o primeiro problema passa por reservar a Rua da Conceição "apenas para o transporte colectivo ou para o serviço local".
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Quanto à Rua do Arsenal, Nunes da Silva explica que estão em curso obras na estação fluvial Sul e Sueste que incluem a instalação no local de um terminal de autocarros, "o que faz com que uma série de autocarros que hoje têm que ir pelo Campo das Cebolas e depois ir dar a volta ao Cais do Sodré deixem de o fazer". Além disso, no Cais do Sodré "vai ser melhorado o terminal e vai ser separado aquilo que é o acesso ao terminal daquilo que é a circulação automóvel particular", acabando com "o grande estrangulamento que neste momento faz com que a Rua do Arsenal fique pejada de autocarros".
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O vereador acrescenta que alguns autocarros vão ser desviados para a Avenida da Ribeira das Naus e a Rua de Bernardino Costa (no fim da Rua do Arsenal) "vai ficar com um único sentido". Isso, diz, "vai permitir que o tempo que hoje o Cais do Sodré está cortado para os transportes públicos passarem do corredor da Avenida de 24 de Julho para a Rua do Arsenal desapareça". "Se mesmo isto não for suficiente, há outras alternativas que estão a ser estudadas e que a seu tempo serão colocadas em cima da mesa", conclui Nunes da Silva.
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Actual vereador foi o rosto da oposição
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O actual vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa foi até há pouco tempo o principal rosto da contestação ao modelo de circulação automóvel instaurado pelo anterior executivo na Baixa-Chiado. Desde logo porque, alegou em Janeiro, o projecto camarário resultava de "uma posição ideológica não baseada em qualquer estudo de avaliação", que o presidente António Costa teria imposto à sociedade Frente Tejo "contra todas as conclusões" dos técnicos que se debruçaram sobre a matéria.
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Num estudo realizado para o Automóvel Clube de Portugal (ACP), que em Junho interpôs uma providência cautelar para travar as alterações da circulação entretanto concretizadas, Nunes da Silva concluía que estas teriam consequências "muito gravosas", tornando "uma constante" os engarrafamentos nas avenidas do Infante D. Henrique e da Ribeira das Naus e aumentando significativamente o número de veículos na zona do Chiado.
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O técnico acrescentava que o projecto camarário estava "fundamentado em pressupostos errados quanto às características do tráfego e às funções que a rede viária da Baixa desempenha actualmente no sistema de acessibilidades de Lisboa".
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"Face ao total desrespeito pelos mais elementares princípios de uma boa governação - estudar, analisar e discutir primeiro, decidir depois -, o ACP tomou para ele o trabalho que competia à câmara e procedeu à avaliação dos impactes", defendeu Nunes da Silva num artigo de opinião, no qual acusou António Costa de promover "medidas "embrulhadas" em marketing politiqueiro".

"VINCI" O CARRO PORTUGUÊS...









O "Vinci GT":
Carro de fabrico português, com nome italiano, design e "coração" americanos, possui um motor V6 de 3.5l debitando 300cv de potência, ás 6300 rpm.
A alimentação é feita por injecção indirecta multiponto sequêncial, possuindo uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 5,6 s.
Atinge a velocidade de 270 km/h.
Não há que criticar a utilização de tecnologia estrangeira no fabrico deste automóvel:
Aliás, hoje em dia, poucos são os automóveis que incorporam tecnologia exclusivamente da marca de origem.
A meu ver, o problema deste "dinossauro" é que vem atrasado e fora de época; agora, espera-se que a empresa fabricante se lance na conquista do futuro, tentando fazer um veículo com motor eléctrico e suficientemente ecológico, que é disso que nós e a nossa Terra precisamos.

LIMPAR PORTUGAL ( e bem preciso que é...)

Já aderiu?

QUERCUS ANCN



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Assim o Núcleo da Quercus de Braga vai levar a cabo uma acção de formação sobre podas de fruteiras, na Quinta Pedagógica de Real, em Braga, em quatro sessões (12 horas), nos sábados, 21/Nov., 5/Dez., 23 e 30/Jan. 2010, das 14h30 às 17h30, dirigida à manutenção de quintais particulares.
mais informação
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Tejo Internacional - Rosmaninhal21 e 22 Novembro
Nos próximos dias 21 e 22 de Novembro, o Núcleo Regional de Castel (...)
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Criar Bosques - Reposição de espécies autóctones em Lisboa
23 de Novembro - Inscrições abertas. Participe!
No próximo dia 23 de Novembro junte-se a nós nesta iniciativa do projecto Criar Bosques, da Quercus, (...)
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Workshop ECO NATAL
29 de Novembro e 5 de Dezembro - Quinta da Gruta, Maia
Ainda acredita no Pai Natal e que os Recursos Naturais são infinit (...)
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Festival de Música pelo CERAS
11 e 12 Dezembro - Centro Artístico Albicastrense
No ano em que celebramos 10 anos de existência, o CERAS em conjunt (...)
mais informação

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

LISBOA: TORRE DA IGREJA DE SÃO FRANCISCO XAVIER

Troufa Real argumenta que tudo foi devidamente discutido DANIEL ROCHA
Troufa Real responde às críticas com nova proposta de torre

Por Ana Henriques

Autor do polémico projecto da igreja do Restelo inspira-se em Hieronimus Bosch. E chama "talibãs da arquitectura" aos detractores

O arquitecto Troufa Real vai inspirar-se na obra do pintor Hieronimus Bosch para redesenhar a torre da polémica igreja que projectou para o Restelo, em Lisboa, e que começou esta semana a ser construída.
Troufa Real assegura, em declarações ao PÚBLICO, que esta alteração não se prende com nenhum pedido que lhe tenha sido feito para modificar o seu projecto inicial, mas sim com o facto de já não se rever na torre de tipo manuelino que desenhou, há diversos anos, para aquele espaço. "Já vou na quinta torre" para a Igreja de S. Francisco Xavier, explica o arquitecto, acrescentando que uma das versões previa uma torre com vitrais.
Desta vez a fonte de inspiração será "o quadro As Tentações de Santo Antão" - uma obra do séc. XVI de Bosch - "e José Saramago". Inicialmente concebida para ter cem metros de altura, a nova torre será mais baixa ou mantém as mesmas dimensões? "Não sei", responde Troufa Real. "Gosto muito de tudo o que é alto. Lisboa ficou a perder por não se terem construído as torres de Siza Vieira em Alcântara. Seja como for, não há pressa, uma vez que a construção desta parte da igreja será feita mais tarde."
Quanto ao resto do projecto, o arquitecto insiste em mantê-lo tal como o criou. A nave da igreja, pintada em dourado do lado de fora, imita, pela sua forma, "uma caravela num temporal, toda dobrada". Depois, além da torre com 17 sinos, há a casa do pároco, "que é uma referência à casa portuguesa do arquitecto Raul Lino". E, por fim, o centro social, reservado para a segunda fase, "que será uma réplica das antigas fortalezas portuguesas da época dos descobrimentos". As paredes vermelhas, cor-de-laranja, verdes e brancas são uma referência à Índia (destino de viagem de S. Francisco Xavier) e a Portugal.
"A minha arquitectura está ligada ao mundo do fantástico, é de raiz simbólica. Não sou um arquitecto moderno, sou antimoderno", explica o autor do projecto, considerando que colegas seus, como Teotónio Pereira (que classificou, ontem, no PÚBLICO, este projecto uma "aberração"), não compreendem a sua linguagem. "Odeiam o simbolismo do antigo império. É um bando de velhos, autênticos talibãs da arquitectura que não se reciclaram e não percebem o que se está a passar no mundo", acusa. E volta à carga: "Odeiam outras culturas. Só sabem fazer peixe podre, peixe passado".
Direito à arquitectura
O arquitecto que dirige o departamento do patriarcado responsável pela construção das novas igrejas, Diogo Lino Pimentel, também não sai ileso desta polémica. Depois de ter dito que o edifício para o Restelo dava muito nas vistas, recebe agora a resposta de Troufa Real. "Ele quer é fazer as igrejas no atelier dele. Mas quando esta igreja foi objecto de apreciação na Ordem dos Arquitectos, no tempo da bastonária Olga Quintanilha [entre 1999-2001], ele também esteve lá e não disse nada".
Troufa Real argumenta que o projecto foi devidamente apresentado e discutido, há cerca de dez anos, tanto na Ordem como na Cordoaria, além de ter estado exposto numa galeria da Câmara de Lisboa.
Para Troufa Real, esta sua obra é nem mais nem menos que um "cadáver esquisito". Uma expressão que usa para definir um trabalho colectivo surrealista, lembrando que convidou diferentes artistas, como Lagoa Henriques - entretanto falecido - para participar neste projecto.
Esta não é a sua primeira obra religiosa. Tem em construção outra igreja em Miraflores, Oeiras, e projectou um templo dedicado a Shiva para Loures, obra que ainda não saiu do papel. "Sou um maçon católico e respeito muito os cânones da igreja", declara. A morar em Angola, terra onde nasceu, Troufa Real deixa um recado a todos os que criticam o seu trabalho: "Deixem-me ser livre. Tenho direito à minha arquitectura de autor".

PORTO: SÓ QUATORZE VIVEM NO QUARTEIRÃO DO RIVOLI


00h11m in "JN"
CARLA SOFIA LUZ

O quarteirão do teatro Rivoli, no Porto, tem cinco apartamentos ocupados.Vivem 14 pessoas nos 19 edifícios onde abundam os serviços e o comércio. Apesar da habitação ser escassa, ainda sobram seis casas vazias.
A maioria das fracções (81) do núcleo com frentes para a Avenida dos Aliados e as ruas do Bonjardim e de Rodrigues Sampaio destina-se a serviços e a comércio. Contam-se 18 lojas ocupadas (só uma está fechada) no rés-do-chão e no primeiro piso e 62 espaços vocacionados para serviços. Metade (32) está vazia. É, neste quarteirão, que se encontram o teatro municipal, a sede da Junta Metropolitana do Porto, os escritórios da Caixa Geral de Depósitos, o quartel dos Bombeiros Voluntários do Porto e um pequeno espaço da Culturgest.
O projecto-base para o quarteirão, desenvolvido pela Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana e em consulta pública desde a semana passada, aponta o dedo ao subaproveitamento da galeria da Culturgest e sugere que seja outra entidade a explorá-la para ser parte na "animação urbana" dos Aliados que se quer "contínua" e com capacidade para atrair "elevados fluxos" de residentes e de visitantes da cidade. No documento a que o JN teve acesso, considera-se "pertinente a revitalização "cultural" do espaço de exposições da Caixa Geral de Depósitos, actualmente subaproveitado, segundo um modelo de exploração a definir". A presença das funções administrativas daquela instituição bancária no quarteirão é encarada como uma mais-valia e, por isso, deve ser mantida.
No entanto, a "Porto Vivo" entende que, na globalidade, a ocupação desse núcleo é "desajustada e insuficiente para alcançar os objectivos definidos para a área de intervenção prioritária dos Aliados. Para ali, quer-se mais habitação nos pisos superiores e um "reforço qualitativo das actividades comerciais e dos serviços".
"Constata-se que, apesar dos pisos térreos estarem totalmente ocupados, não têm carácter comercial qualificado", indica-se no projecto-base em debate público, assinalando-se a preferência por uma reabilitação que traga "habitação de topo de gama, serviços de primeira linha, comércio de luxo e oferta turística ao mais alto nível" com hotéis de qualidade. No quarteirão do teatro Rivoli, funcionam duas pensões.
De saída está o quartel dos Voluntários do Porto. Os bombeiros pretendem construir uma nova sede em Campanhã. Será uma boa oportunidade para mudar a função do edifício na Rua de Rodrigues Sampaio. "Vislumbra-se como pertinente a instalação de um equipamento ou serviços de referência neste edifício".

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

CLUBE LITERÁRIO DO PORTO: ENCONTRO COM TIMOR


Dia 12 Quinta-feiraAuditório10h30


No dia 12 de Novembro passam 18 anos sobre o Massacre de Santa Cruz. Para não deixarmos passar essa data em vão, o Clube Literário do Porto e a associação Tane Timor vão realizar uma iniciativa intitulada «Encontro com Timor». A iniciativa vai decorrer durante a manhã com um encontro com Sara Moreira, professora na Universidade Nacional de Timor Leste entre 2007 e 2008; e Marisa Gonçalves, professora na mesma universidade entre 2007 e 2009. Uma engenheira informática e uma economista que mantêm laços estreitos com a população que lá conheceram. Vamos querer ouvir as suas experiências e saber como é que os timorenses, passados 18 anos, vivem ou recordam o Massacre de Santa Cruz. Este encontro terá lugar no auditório a partir das 10h30 e será moderado pela jornalista Isabel Damião.
Antes da conversa com as duas convidadas faremos a projecção do documentário «Same Same but diffferent / Hanesan Maibee Ketak- Ketak», de David Palazón, que retrata o dia-a-dia do Prémio Nobel da Paz e Presidente da República Democrática de Timor Leste, Ramos Horta, enquanto participa numa série de eventos no país focando opiniões e actividades de construção para a paz.
Timor na 1.ª Pessoa - Projecto Tomás
À tarde, a partir das 17h30, o Encontro com Timor prossegue com uma segunda iniciativa a que demos o nome «Timor na 1.ª Pessoa - Projecto Tomás». Tomás é um jovem timorense que chegou a Portugal sem dizer uma única palavra em Português, apenas falava Tetum. Actualmente, já consegue expressar-se em Português e é sobre a sua experiência em Portugal que vamos ouvi-lo falar: das dificuldades que encontrou, mas também das barreiras que conseguiu derrubar com a ajuda da Tane Timor e de alguns amigos que entretanto por cá conquistou.
O momento da tarde vai contar também com a presença da Dra. Armandina Aguiar, vice-presidente da Tane Timor.
Além do Tomás, todos os timorenses que vierem assistir às nossas iniciativas ficam desde já convidados a participar com o seus testemunhos de vida.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

MUSEU NACIONAL DE SOARES DOS REIS


Declaração do Instituto da Democracia Portuguesa sobre o Programa Nacional de Barragens



Vários programas nacionais energéticos de grande incidência sobre o território têm vindo a embater com uma reacção pública, com origem nas proprias regiões afectadas. Foram, porém, sempre apresentados como factos consumados.

O relatório da Comissão Europeia sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico – Tradução IDP em Anexo – é arrasador, na linha do que vem referindo o IDP e muitos sectores da sociedade civil.

Sabe o país agora que a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) do Plano Nacional de Barragens omitiu propositadamente o tratamento de factores críticos tais como a qualidade da água, a perda de biodiversidade, o uso potencial de barragens existentes para a produção de energia (mais de 50 barragens têm agora, outros usos); as adaptações das instalações existentes às centrais hidroeléctricas, o armazenamento bombeado; o potencial das novas tecnologias; o impacto das alterações climáticas (especialmente a água e os recursos); a eventual actualização e remodelação das instalações existentes; a suposição de que a selecção dos projectos em construção e em estudo são aqueles que foram melhor adequado para ser adaptadas ou melhoradas;
Estima-se que a actualização de turbinas e geradores nas hidrolectricas nacionais já existentes deveria permitir um aumento de capacidade entre 173 e 553 MW e estranha-se que a EDP não aposte nesta melhoria de todas as instalações hidreléctricas, especialmente as que operam há mais de 30 anos, e que pode resultar num substancial aumento da capacidade hidroelectrica. Esse, sim, seria um contributo para as energias sustentáveis e não apenas para os negócios de ocasião de empresas cotadas em Bolsa.
O relatório garante que com este Programa, Portugal não conseguirá atingir as metas relativas à qualidade da água, a que está comprometido até ao ano 2015 conforme a Directiva Quadro da Água.
De que serve construir mais barragens, em nome da retenção de água, se as condições de construção das nove (9) barragens mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada ?

O relatório europeu refere que houve erros de cálculo inadmissiveis e que, para garantir alguma qualidade dos recursos hídricos, a geração electrica nestas barragens teria de ser reduzida a um terço. Ora, sendo que o Programa Nacional de Barragens já só representava, nos moldes propostos, 3% da geração hidroelectrica nacional, calcule-se a que se reduziria no caso de se procurar uma coisa tão básica e necessária ao interesse local, regional e nacional como a preservação da qualidade da água.

A barragem de Foz Tua é um erro ecológico, um erro social, um bom negócio para uma empresa pública convertido num desinvestimento para Trás os Montes e Alto Douro. Prova-se agora ser uma ferida aberta na Coesão Nacional.
Face ao exposto, o IDP pede a suspensão imediata, para revisão séria e profunda, como solicitado pela Comissão Europeia, do vigente Programa Nacional de Barragens.

ANTIGA IGREJA ESTÁ Á VENDA EM LISBOA


2009-11-13 in "JN"

Mais de 30 anos depois de ter sido desafecta ao culto, uma antiga igreja do Bairro Alto está à venda por dois milhões de euros.
Integrada no denominado Convento dos Inglesinhos, construído no século XVII para acolher um seminário inglês, a Igreja de São Pedro e São Paulo possui uma única nave com área de coro, altares laterais, tecto em abóbada e um órgão barroco e ganhou nos últimos anos uma cozinha, aquecimento central, estacionamento e arrecadações.
O espaço foi desactivado pela Igreja Católica em 1976 (três anos após o encerramento do convento e o regresso dos seus habitantes a Inglaterra) e foi adquirido na década de 1990 pela Chamartín Imobiliária, então denominada Amorim Imobiliária, que transformou todo o complexo num empreendimento de luxo.
Durante a obra, a antiga igreja foi também alvo de uma requalificação profunda e, tal como os apartamentos, está agora à venda.
Apesar de já não ser fácil encontrar na Internet o anúncio, onde são pedidos dois milhões de euros pelo imóvel, com uma área útil de 772 metros quadrados, a Chamartín confirmou à Agência Lusa que o imóvel está venda e até tem uma brochura específica, dada a sua exclusividade.
"Servirá para comércio e serviços. E tem havido contactos e já houve interessados", revelou a imobiliária, sublinhando que a fracção está licenciada para o efeito.
A empresa adiantou ainda que teve a "preocupação de consultar e questionar o Patriarcado de Lisboa sobre se estaria interessado na aquisição do espaço para eventual utilização de serviço religioso", mas a instituição "não se mostrou interessada".
No ano passado, a possibilidade de venda de uma igreja ainda afecta ao culto gerou polémica em Coimbra: o Conselho Económico da Paróquia de Nossa Senhora de Lurdes queria avançar com a venda para saldar dívidas da construção de um novo templo, quando tinha um acordo com o centro sócio-cultural para ceder o edifício à instituição.
O Conselho chegou a convidar empresas a apresentar propostas de alienação, numa base de licitação de 1,250 milhões de euros, mas o negócio não se concretizou.

MERCADO DAS FLORES DE REGRESSO Á RIBEIRA

2009-11-14 in "JN"
CRISTIANO PEREIRA

O Mercado da Ribeira, em Lisboa, volta, desde ontem, a receber o Mercado da Flor. São 300 metros quadrados para produtores e comerciantes de flores que não executam arte floral. O mercado abre três vezes por semana.
O Mercado da Flor da Ribeira, na Avenida 24 de Julho, ao Cais do Sodré, em Lisboa, realiza-se todas as segundas e quartas-feiras, no período da manhã (das 7 horas às 14 horas), e às sextas-feiras, no período da tarde (da 16 horas às 20 horas).
"Esta era uma tradição que se perdeu e que tem que ser recuperada", afirmou o vereador Sá Fernandes durante uma curta visita ao mercado. "As flores e Lisboa estiveram sempre ligadas como, por exemplo, no 25 de Abril", apontou, sublinhando que um mercado deste género "dá cor e alegria" à cidade. O vereador da Câmara Municipal de Lisboa considerou ainda que este Mercado da Flor "era uma reivindicação do sector, da cidade e dos mercados".
O Mercado das Flores, primeiro e único mercado grossista do género na cidade e concelhos limítrofes, regressa agora à Ribeira depois de ter abandonado o espaço em 2000, numa altura em que diversos mercados de Lisboa foram transferidos para o MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa).
Ontem, no dia de reabertura, ainda não eram muitos os clientes - a venda, ali, é dirigida a distribuidores, floristas e público em geral - mas já abundavam as bancas com flores para todos os gostos: rosas, cravos, margaridas, pompons, liziantos, goivos, soledagos e até antirrinos. Uma das bancas destacava-se pela beleza e multiplicidade (oito cores e 19 variedades) das suas rosas. "Não utilizamos produtos químicos nas nossas rosas ou, então, só o estritamente necessário", explicou ao JN Orlando Carrilho, produtor da exploração Rosa da Cunca, da Merceana, no concelho de Alenquer.
Com produção de rosas feita "em estufa aquecida", a sua labuta já lhe valeu reconhecimentos como o prémio "Inovação e tecnologia" em 2006 ou um honroso 4º lugar num concurso europeu onde participaram 120 explorações. "É uma rosa que tem uma fragrância natural e uma durabilidade maior do que uma rosa tratada com produtos químicos", explicou Orlando Carrilho, antes de enaltecer as "condições interessantes" do Mercado da Ribeira.

NEWSLETTER PORTO VIVO, SRU


sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

IDP: COMUNICADO



Declaração do Instituto da Democracia Portuguesa sobre o Programa Nacional de Barragens
Para os membros de Instituto da Democracia Portuguesa

Instituto Da Democracia Portuguesa

12/11 às 21:01
Vários programas nacionais energéticos de grande incidência sobre o território têm vindo a embater com uma reacção pública, com origem nas proprias regiões afectadas. Foram, porém, sempre apresentados como factos consumados.

O relatório da Comissão Europeia sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico – Tradução IDP em Anexo – é arrasador, na linha do que vem referindo o IDP e muitos sectores da sociedade civil.
Sabe o país agora que a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) do Plano Nacional de Barragens omitiu propositadamente o tratamento de factores críticos tais como a qualidade da água, a perda de biodiversidade, o uso potencial de barragens existentes para a produção de energia (mais de 50 barragens têm agora, outros usos);
as adaptações das instalações existentes às centrais hidroeléctricas, o armazenamento bombeado; o potencial das novas tecnologias;
o impacto das alterações climáticas (especialmente a água e os recursos);
a eventual actualização e remodelação das instalações existentes;
a suposição de que a selecção dos projectos em construção e em estudo são aqueles que foram melhor adequado para ser adaptadas ou melhoradas;
Estima-se que a actualização de turbinas e geradores nas hidrolectricas nacionais já existentes deveria permitir um aumento de capacidade entre 173 e 553 MW e estranha-se que a EDP não aposte nesta melhoria de todas as instalações hidreléctricas, especialmente as que operam há mais de 30 anos, e que pode resultar num substancial aumento da capacidade hidroelectrica. Esse, sim, seria um contributo para as energias sustentáveis e não apenas para os negócios de ocasião de empresas cotadas em Bolsa.

O relatório garante que com este Programa, Portugal não conseguirá atingir as metas relativas à qualidade da água, a que está comprometido até ao ano 2015 conforme a Directiva Quadro da Água.De que serve construir mais barragens, em nome da retenção de água, se as condições de construção das nove (9) barragens mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada ?

O relatório europeu refere que houve erros de cálculo inadmissiveis e que, para garantir alguma qualidade dos recursos hídricos, a geração electrica nestas barragens teria de ser reduzida a um terço. Ora, sendo que o Programa Nacional de Barragens já só representava, nos moldes propostos, 3% da geração hidroelectrica nacional, calcule-se a que se reduziria no caso de se procurar uma coisa tão básica e necessária ao interesse local, regional e nacional como a preservação da qualidade da água.

A barragem de Foz Tua é um erro ecológico, um erro social, um bom negócio para uma empresa pública convertido num desinvestimento para Trás os Montes e Alto Douro. Prova-se agora ser uma ferida aberta na Coesão Nacional.

Face ao exposto, o IDP pede a suspensão imediata, para revisão séria e profunda, como solicitado pela Comissão Europeia, do vigente Programa Nacional de Barragens.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

QUERCUS ANCN



Boletim da Quercus - ANCN de 06-11-2009
EM DESTAQUE

Alterações climáticas
Organizações não governamentais de ambiente pedem "um pouco de clareza" nas negociações em Barcelona
Estamos quase no final da última reunião internacional preparatóri (...)

Descargas de resíduos no Covão do Coelho, Alcanena
Ministério do Ambiente dá razão a denúncia da Quercus
A situação de descargas ilegais de resíduos no Covão do Coelho, em (...)

Pegada Ecológica das Organizações
UNICRE subscreve compromisso voluntário de redução com a Quercus
A UNICRE - Instituição Financeira de Crédito, S.A., é a primeira e (...)

Programa EcoFamílias-Água
EcoFamílias de Mafra vão começar a poupar água em Novembro
A Quercus e a Empresa Veolia Água estão a desenvolver o Programa E (...)

Negociações sobre Directiva de Desempenho Energético de Edifícios recomeçaram dia 3
Redução de emissões em 40% só com forte revisão da Directiva dos Edifícios
A liderança política sobre alterações climáticas nunca foi tão imp (...)

Posição europeia pouco clara em matéria de financiamento climático
Ainda há tempo para a União Europeia assumir uma posição de liderança antes de Copenhaga
Depois de anos a assumir-se como líder na arena climática, os chef (...)

Sábado Aromático
7 Novembro - Gaia
O Núcleo do Porto da Quercus vai realizar no dia 7 de Novembro, pelas 10 horas, no Cantinho da Aromáticas, em Gaia, uma desgarrada gastronómica com o CHAKALL, conhecido chefe alquimista gastronómico que transforma ingredientes surpreendentes em verdadeiros elixires de prazer, e Luís Alves, Director do Cantinho das Aromáticas e jovem agricultor com a sabedoria de um ancião, conhecido por meter ervas e histórias em qualquer cozinhado.
mais informação
Um Magusto com Darwin
12 Novembro - Quinta da Gruta, Maia
Com as comemorações dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin ( (...)
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À descoberta da Serra de S. Mamede
Saída de campo - 14 e 15 de Novembro
Os Núcleos Regionais de Castelo Branco e de Portalegre da Quercus (...)
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Projecto Ecobrigadas no distrito de Santarém entre 16 e 20 de Novembro
Sessão informativa: 16 de Novembro 18h Casa do Ambiente de Santarém
O projecto Ecobrigadas da Quercus vai estar no distrito de Santaré (...)
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Palestra Plantas Invasoras de Portugal
20 de Novembro - Braga
O Núcleo de Braga da Quercus organiza no dia 20 de Novembro uma Pa (...)
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Curso de Podas de Fruteiras
21 Nov 5 Dez 23 e 30 Jan - Quinta Pedagógica de Real, Braga
Assim o Núcleo da Quercus de Braga vai levar a cabo uma acção de f (...)
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Workshop Fotografia de Natureza
Tejo Internacional - Rosmaninhal21 e 22 Novembro
Nos próximos dias 21 e 22 de Novembro, o Núcleo Regional de Castel (...)
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CLUBE LITERÁRIO DO PORTO



PRÉMIO CLUBE LITERÁRIO DO PORTO
Ex.mos Senhores,
No próximo mês de Dezembro decorrerá a 5ª edição do Prémio do Clube Literário do Porto atribuído, nos termos do respectivo regulamento, por concurso de ideias e sugestões, visando galardoar o autor que mais criatividade teve na narrativa e ficção.

Instituído em 2005, o galardão, com um valor pecuniário de 25.000 euros, foi criado pela Fundação Dr. Luís Araújo, chegou a ser considerado uma lufada de ar fresco para a cultura portuense.

Esta é a quinta edição do prémio, que nos anos anteriores distinguiu os escritores Mário Cláudio, Armando Baptista Bastos, Miguel Sousa Tavares e António Lobo Antunes.

De forma a contar com a colaboração dos utentes e amigos desta casa, vimos por este meio, junto de V/ Ex.ª, solicitar que nos indique um nome que seja meritório de receber tal galardão.

Uma vez que a cerimónia da entrega do referido Prémio decorre já no próximo mês de Dezembro, agradecemos que nos envie a Vossa estimada opinião o mais breve possível.
Com os nossos melhores cumprimentos,

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

OBRAS NA SÉ DE LISBOA...


E as pedras cortadas na sé de Lisboa?Continua tudo na mesma.Entretanto na catedral de Santiago de Compostela, as obras de restauro avançam,... sem cortes,... claro.

LISBOA: 380 MIL EUROS PROMETEM VIDA NOVA AO PRÍNCIPE REAL


Frequentadores de um espaço de "traçado romântico" aplaudem reforço da iluminação
00h30m in "JN"
CRISTIANO PEREIRA

O jardim França Borges, mais conhecido por Príncipe Real, em Lisboa, vai ser finalmente recuperado. As obras arrancam segunda-feira e vão durar quatro meses. O valor da empreitada ronda os 380 mil euros.
Segundo fonte do pelouro dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, o programa de requalificação do jardim França Borges (Príncipe Real) prevê "a recuperação dos sistemas que compõem o jardim: vegetação, pavimentos, estruturas e elementos decorativos".
O gabinete de Sá Fernandes promete a "substituição da iluminação pública aumentando a eficácia luminosa e tornando-a adequada a este espaço", uma medida há muito reclamada pelos moradores que habitualmente frequentam o jardim.
"A escuridão é o grande problema", disse ontem, ao JN, Álvaro Ferreira, de 71 anos e habitante na zona, apelando a que se resolva urgentemente a situação, uma vez que, destaca, "as pessoas não se sentem seguras" no jardim de cada vez que a noite chega. O reformado pede, também, "mais vigilância" numa zona que ao fim de semana não raras vezes é invadida por noctívagos, uma vez que os bares do Bairro Alto ficam ali a poucos metros.
A autarquia promete ainda realizar a substituição e recuperação de pavimentos bem como a recuperação do coberto vegetal.
O parque infantil também vai ser alvo de intervenção, sendo de esperar que o equipamento de lazer para as crianças seja substituído por um mais moderno e seguro. As cadeiras e mesas do jardim serão igualmente recuperados e está prevista a implementação de novos bancos de jardim. O custo total da empreitada é de 379.222 euros e prevê-se que as obras terminem nas primeiras semanas de Março.
Recorde-se que o jardim "de traçado romântico" e uma área de 1,2 hectares foi construído em meados do século XIX e nele reside um cedro-do-Buçaco "com mais de 20 metros de diâmetro".
A autarquia destaca, também, "o reservatório subterrâneo de água da Patriarcal que hoje faz parte do Museu da Água da EPAL".
O jardim possui dois quiosques, um restaurante com esplanada e costuma receber vários eventos como uma feira semanal de produtos biológicos que ali se realiza aos sábados. Apesar das obras, a feira não será interrompida.
A zona do Príncipe Real vai estar particularmente animada durante este fim-de-semana. Os lojistas da zona decidiram unir esforços e levar a cabo o "Príncipe Real Live", certame que vai prolongar até às 23 horas o horário de algumas dezenas de estabelecimentos da Rua D. Pedro V, da Praça do Príncipe Real e da Rua da Escola Politécnica. Mais há mais. "Vamos ter acções de rua como performances de ópera em fachadas de prédios ou espectáculo de fogo do Chapitô", disse, ao JN, Filipa Machaz, uma das organizadoras. A noite de ontem terá sido longa na zona, uma vez que estavam previstas "várias inaugurações de exposições em galerias de arte contemporânea, antiguidades ou de design", frisou a responsável. Na sua óptica, as obras de requalificação do Jardim não vão prejudicar o comércio na zona e são encaradas com satisfação por toda a gente: "Na próxima Primavera, o Príncipe Real vai estar ainda mais atractivo e acolhedor", sublinhou.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

TRANSBOAVISTA




O Edifício Transboavista tem o prazer de apresentar a programação para Novembro:

7 Novembro > A Plataforma Revólver e Galsterer Art Projects convidam para a finissage da exposição "Heimweh/Saudade - Jovens artistas alemães e portugueses em busca de uma nova dialéctiva entre Heimweh e Saudade". Às 16h00 terá lugar um debate que contará com as presenças de Daniela Krtsch (artista), Jean-François Chougnet (director do Museu Colecção Berardo), Juliane Solmsdorf (artista) e Paulo Reis (Carpe Diem - Arte e Pesquisa).
Será lançado o catálogo da exposição.


19 Novembro > Exposições a Inaugurar

Exposições em curso:

VPF cream art gallery"Nem tanto ao Mar nem Tanto à Terra" > Rita Soromenhowww.vpfcreamart.comRock Gallery"Do Subterrâneo Opaco > João Gonçalves www.artecapital.net/rock.php

Plataforma Revólver"HEIMWEH_SAUDADE" > Curadoria: Alda Galsterer > Artistas: Daniela Krtsch, Isabel Schmiga, Juliane Solmsdorf, Lúcia Prancha, Ramiro Guerreiro e Susana Anágua www.artecapital.net/plataforma.php

Para mais informações contacte Cátia Bonito através do T. +351 213 433 259



AINDA A CONCESSÃO DO TERMINAL DE CONTENTORES DE ALCÂNTARA

Comentário sobre a concessão do TCA, colocado no Instituto Sá Carneiro:
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Do ponto de vista económico, ponho as minhas dúvidas quanto á rentabilidade deste investimento e da concessão já entregue á LISCONT. Os parâmetros e indicadores económicos, apontam para que o negócio, visto exclusivamente á luz de uma politíca economicista, não se traduzam na mais valia tão apregoada e publicitada. Questiono mesmo se, mais interessante que o negócio dos contentores em si mesmo, não estarão subjacentes a tudo isto, outras mais valias que poderão vir "agarradas ao pacote".
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Mas, economia não é a minha área e é necessário referir o problema urbano, gerado pela multiplicação do volume de tráfego na zona e consequentes malefícios para a cidade, com perca inevitável da sua qualidade de vida.
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Lisboa não pode continuar a comportar em si mesma, a centralização de serviços deste género e dimensão; não estamos no sec XIX nem nos inícios do XX. Há que saber fazer e ter a coragem politíca de deslocar esses serviços para as periferias, promovendo uma redeslocação do tráfego rodoviário e consequente aumento da qualidade de vida das populações.
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Lisboa não pode também continuar a ter uma frente ribeirinha tapada, cimentada e enclausurada por prédios, contentores, linhas de CP e todo um conjunto de equipamentos que poderiam ocupar outras zonas da cidade, promovendo a sua reabilitação. Qualquer governo e autarquia do mundo desenvolvido tem, hoje em dia, a preocupação de humanizar as suas cidades, devolvendo-as aos seus cidadãos. Como é então possível que uma cidade, com uma frente ribeirinha com perto de 17 km de extensão, obrigue os seus cidadãos, para poderem olhar para seu o Tejo, andarem a "espreitar" pelos poucos intervalos livres que os edifícios ou as grades, lhes deixam ?
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O urbanismo e o planeamento são urgentes e necessários para Lisboa, devendo ser estruturados de forma metropolitana, obdecendo a uma estratégia que esteja programada para fazer face ao presente e ao futuro: O planeamento urbano não pode andar ao sabor das politiquices dos momentos, porque isso não é planeare é comprometer o futuro.Sou, portanto, absolutamente favorável a que seja revogado o prolongamento da concessão, promovendo a reabilitação da zona, vocacionadp-a para outras áreas geradoras de mais valias.
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Por último, quero lembrar que, face aos despachos e ofícios do tribunal de contas e a todas as notícias já vindas a lume sobre o assunto, parece ter havido neste negócio, certos actos, sériamente lesivos para o estado pelo que, a culpa não deve morrer solteira.
Luís Marques da Silva, arq

GOLFE GASTA TANTA ÁGUA COMO OS CITRINOS, MAS RENDE SETE VEZES MAIS; DIZEM OS PROMOTORES


«.11.2009 in "Público"
Idálio Revez

Semear relva para jogar golfe, no Algarve, rende sete vezes mais do que plantar pomares de laranjeiras. Mas as contas não se fazem só a multiplicar - o turismo também é uma actividade de risco, e os custos ambientais têm um preço que nem sempre é contabilizado. Durante o Portugal Masters, em meados do mês passado, quando Vilamoura foi notícia por atrair os principais jogadores mundiais, foi declarada a falência de um dos principais operadores turísticos - o Inta Group (3 D, Billgolf e Longshot), deixando dívidas por liquidar na região superiores a três milhões de euros.

O preço da laranja, quando o mercado está em alta, anda pelos 30 cêntimos/quilo ao produtor. O valor, queixam-se os agricultores, mal paga as despesas. Já no que toca ao negócio do golfe, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA, estima que os 36 campos existentes na região rendam 75 a 80 milhões de euros por ano. A questão polémica prende-se com as consequências ambientais, relacionadas com os elevados consumos de água, e com a discussão sobre se os campos devem, ou não, continuar a ser regados com água potável, captada a partir de furos, ou ser obrigados a reutilizar os efluentes das estações de tratamento de águas residuais.
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O presidente da associação Algarve Golfe, Christopher Stilwell, filho do promotor de primeiro campo que surgiu na região - o golfe da Penina, em 1966 - alega que um campo de golfe consome o mesmo ou menos que um pomar de citrinos com a mesma área. A mesma ideia é subscrita na tese de doutoramento de Manuel Costa, na Universidade do Algarve. Cada campo, diz, gasta por ano cerca de 0,5 milhões de metros cúbicos. Os citrinos, que ocupam uma área de cerca de 20 mil hectares, "gastam sensivelmente a mesma quantidade de água por área".
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Luís Brás, dirigente da associação ambientalista Almargem, por seu lado, alega que enquanto a maioria dos pomares já utiliza o sistema de rega gota a gota, reduzindo as perdas, os relvados são regados por aspersão. "Numa região como o Algarve, tal como acontece nalgumas regiões espanholas, deveria ser obrigatório a reutilização da água das estações de tratamento de águas residuais (ETAR) para regar os golfes, mas tem havido grande resistência por parte dos promotores". Dos 36 campos da região, apenas um - o dos Salgados, é abastecido com água reutilizada. Clientes endinheirados
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Segundos os estudos da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), estima-se que os turistas que jogam golfe, cada vez que se deslocam para um torneio, gastem em extras cerca de cinco vezes mais do que pagam no aluguer dos campos. O presidente da AHETA, Elidérico Viegas, lembra que os proprietários de bares e restaurantes, têm como referência de "bom cliente" este tipo de turistas, que ocupam os empreendimentos numa altura em que muitas unidades hoteleiras encerram. Durante o Portugal Masters, os cinco clubes de animação nocturna de Vilamoura viveram uma espécie de festa de Natal antecipada.
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Os campos do Algarve, no ano passado, registaram uma média de 34 mil voltas por green. Um valor, sublinha o presidente da AHETA, "notável a nível mundial" (a Espanha ficou-se pelas 14 mil voltas). Porém, de acordo com a AHETA, verificou-se até final do mês de Setembro uma quebra nas receitas deste sector de 18,7 por cento, em relação ao ano anterior, mas nos meses de Julho e Agosto "subiu o número de portugueses a jogar golfe", enfatiza Stilwell, administrador do grupo Oceânico, que explora sete campos da região. No que toca à falência do operador turístico Inta Group, comenta: "Um colapso brutal para o Algarve". Sobre a recuperação das dívidas, não tem esperança de reaver o dinheiro. "Duvido que se consiga alguma coisa", mas, em relação ao futuro, acrescenta que os clientes que já fizeram as reservas e pagaram não vão ficar prejudicados porque agora "existe um seguro que cobre essa situação".»
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Meus amigos, é caso para dizer que a continuarmos assim, qualquer dia estamos todos a pastar... a relva, claro

Bairro Azul – PT/CML – Projecto Parceria Reabilitação Urbana



Como (e quando) acabar com isto?
E se fosse assim?
Bairro Azul – PT/CML – Projecto Parceria Reabilitação Urbana
A Portugal Telecom é uma empresa virada para o futuro que investe na qualidade e na inovação de maneira a fornecer “mais e melhores serviços aos seus clientes”.
Essa imagem de modernidade – traduzida, por exemplo, no slogan “MEO Fibra à Velocidade da Luz!” – fica irremediavelmente comprometida quando as instalações que a PT manda realizar são efectuadas desrespeitando o património da cidade. Concretamente no Bairro Azul – um Bairro recentemente classificado pela CML como um Conjunto de Interesse Municipal – a PT estará a colocar a rede para a fibra óptica com caixas e cabos nas fachadas dos prédios.
No nosso Bairro praticamente todas as fachadas exibem, desde há décadas, um emaranhado de fios pendurados. Não nos parece que a PT deseje perpetuar esta situação de Terceiro Mundo, conforme fotografias que anexamos.
Dado que a EPAL está actualmente a abrir valas em todas as ruas do Bairro para a renovação da rede de água, propõe-se à PT que, em conjunto com a CML, EPAL e restantes entidades, dê início a um projecto de parceria de requalificação urbana, retirando esses elementos espúrios de todos os prédios deste Bairro Património da Cidade.
Comissão de Moradores do Bairro Azul
"roubado" do F Cidadania Lx

LISBOA: COSTA QUER TER PALAVRA NA GESTÃO DOS TRANSPORTES


Autarca defende que a Câmara deve ter peso na definição da rede
00h02m in "JN"

CRISTIANO PEREIRA

No primeiro dia do novo mandato, António Costa afirmou que a autarquia deve ter um papel relevante na definição da rede de transportes da capital e insistiu que mantém a porta aberta a Ruben de Carvalho.
Na primeira conferência de imprensa do mandato, António Costa insistiu na necessidade de autarquia ter peso na definição da rede de transportes da capital, que pode passar por "várias modalidades", desde a "participação na gestão" à "tutela" da Carris e do Metro. "Há muitas modalidades e estamos abertos a elas. Não podemos é estar fora", declarou.
O autarca sublinhou que, relativamente à Carris e ao Metro, Lisboa "não é um concelho igual aos outros". "É indiscutível que, relativamente à Carris e ao Metropolitano, 90 %, para não dizer 99 %, da sua actividade se centram num só concelho, que é o concelho de Lisboa. Nós não somos um concelho igual aos outros no que diz respeito à Carris e ao Metropolitano. É uma coisa que, aliás, os outros concelhos têm bem noção, só o Estado é que, aparentemente, não tem", sustentou.
Já relativamente ao vereador comunista Ruben de Carvalho, que recusou assumir funções executivas na autarquia lisboeta, António Costa lamentou a posição e frisou que "Lisboa tinha muito a ganhar em poder contar com o contributo, a competência, o saber, o conhecimento, a experiência adquirida do autarca comunista.
O presidente do novo Executivo municipal, que, anteontem, tomou posse, aproveitou para destacar que se sente "confortável" com a confiança que os lisboetas depositaram em si.
O autarca recordou, todavia, que os últimos dois anos não foram fáceis: "Tivemos meio mandato com uma situação financeira dificílima e uma maioria hostil na Assembleia Municipal", apontou. Todavia, Costa regozijou-se com "a apreciação positiva do trabalho que fizemos" por parte dos eleitores "que não só renovaram como reforçaram essa confiança".
António Costa divulgou que será brevemente aprovado um código de conduta do trabalhador camarário e que "de acordo com as normas emitidas pelo tribunal de contas" já tem em elaboração "um programa de prevenção da corrupção na Câmara".
O autarca lisboeta fez questão de frisar que o seu Executivo está debruçado na discussão de um modelo de reforma administrativa da cidade em diferentes dimensões como "a descentralização de competências do Estado para o município e do município para as freguesias". Ainda neste contexto, referiu que uma das suas apostas passa pela "transparência e promoção da participação dos cidadãos". "Somos a autarquia que até hoje foi mais longe no orçamento participativo", recordou.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

FACTOR "VARA"


por Miguel Sousa Tavares.


Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra.
Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória.
Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços.
E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica.
Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro.
Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar.
Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seriaverdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.
P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas nopassado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem.
O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava! Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP. Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!! : Armando António Martins Vara Dados pessoais: Data de nascimento: 27 de Março de 1954 Naturalidade: Vinhais - Bragança Nacionalidade: Portuguesa Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008 Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência Académica Formação: 2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI) 2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE) http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516 <http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais/article.jhtml?articleID=217516> Extraordinário.... CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura... Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng . Sócrates... e viva o BCP e o seu "bom nome" !!!

ATEÍSMO À FORÇA OU A DEMOCRACIA DA MINORIA


«Exigência
Associação defende saída de crucifixos das escolas
por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje in "DN"

Na sequência de uma sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, conhecida ontem, relativa a um caso em Itália, Associação República e Laicidade volta a defender que Ministério da Educação deve tirar símbolos religiosos de todas as escolas.
A Associação República e Laicidade (ARL) está "a reflectir" se avança com nova exigência para a retirada dos crucifixos de todas as escolas do Estado. A hipótese foi admitida ao DN por Ricardo Alves, desta associação, e surge na sequência de uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, conhecida ontem, condenando a existência destes símbolos em estabelecimentos públicos.
Na sentença, o tribunal deu razão ao protesto de uma mãe italiana, relativo à escola frequentada pelos seus dois filhos em 2001-2002, condenando este país a indemnizar a queixosa em cinco mil euros por ter sistematicamente recusado os seus apelos.
Para a instituição de Estrasburgo, "a exibição obrigatória do símbolo de uma determinada confissão" em instalações públicas e "especialmente em aulas" atenta contra a liberdade dos pais educarem os filhos "em conformidade com as suas convicções" . O Vaticano reagiu ontem à sentença com "surpresa" e ""tristeza".
Em Portugal, a presença de crucifixos nas escolas já não é obrigatória desde o 25 de Abril. E em 2005, na sequência de uma exigência da ARL, estes começaram a ser retirados de algumas escolas (ver caixa).
Mas segundo Ricardo Alves, é provável que a maioria dos estabelecimentos abertos antes de 1974 ainda os tenha, já que "o Ministério da Educação deu ordens para que só fossem retirados por pedidos expressos dos docentes ou discentes". Uma posição que considerou inaceitável.
O DN contactou uma escola identificada por Ricardo Reis como tendo ainda crucifixos nas salas: a Primária nº 1 de Moscavide. Mas uma funcionária informou que estes "já foram retirados há pelo menos dois anos".
A existência de símbolos religiosos nas escolas não é consensual mas a sua remoção não é obrigatória, garante o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia. Contactado pelo DN , o especialista considerou a decisão do tribunal europeu "nada surpreendente", uma vez que, explicou, "é "consensual" na Europa o conceito da laicidade do Estado: "O Estado não tem uma religião, nem pode impôr determinada visão da religião à sociedade".
No entanto, manifestou concordância com a solução intermédia encontrada pelo Ministério: "Caso existam queixas, mesmo que seja só uma, o crucifixo deve ser retirado", admitiu ."Mas se toda a comunidade escolar entende mantê-lo também está no seu direito".
Outra situação denunciada por Ricardo Alves é a alegada realização de "cerimónias religiosas em algumas escolas, nomeadamente na altura da Páscoa". Mas também em relação a estes eventos , Bacelar Gouveia considerou não haver motivo para uma intervenção sancionatória: Se o fizesse, o Estado também estaria a assumir uma posição religiosa: o ateísmo militante", considerou.»
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Ainda não se lembraram de exigir a saída dos crucifixos das igrejas? Pois deviam. Isso também pode ferir a suscetibilidade de algum turista ateu que apareça e isso não pode ser; coitadinho do turista.
Os 90% de católicos, que se danem!!!